CRISTO É QUEM NOS ALIMENTA – MARCOS 6.30-34

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Mensagem pregada no culto matutino IBVB em 17 de outubro de 2021

INTRODUÇÃO

  1. O que é mais importante? O alimento físico ou o alimento espiritual? Não é uma pergunta tão fácil de responder quanto parece.
  2. É uma pergunta de ouro porque muitas denominações, missionários, igrejas e pastores se debatem cotidianamente com as necessidades materiais e espirituais das pessoas.
  3. Uma pessoa com fome há dias vai priorizar o alimento físico e não terá condições de ouvir com atenção e aprender. A fome é um sofrimento que não cessa de esmurrar o corpo e também a alma.
  4. Uma pessoa bem alimentada talvez passe a se preocupar com a sua vida espiritual e busque alimento para a alma.
  5. No geral, todos nós precisamos dos dois.   
  6. Jesus, por exemplo, nunca disse que o alimento físico é sem nenhuma importância, mas que a preocupação exagerada pelo pão de dia, que é o alimento físico, é uma demonstração de falta e fé, um problema espiritual. Em Mateus 6.25-26 ele disse: Por isso, vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo, mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta.
  7. No texto vemos Jesus preocupado com alimentação de seus discípulos e de seus seguidores formados por uma multidão que o seguia para ouvir seus ensinos e ver os seus milagres. É fato que havia naquela multidão todo tipo de gente: curiosos, interesseiros, invejosos, perseguidores, detratores, etc. Mas o texto revela que Jesus olhou para aquela multidão com muita misericórdia. E olha que interessante, aquela multidão não fez caso da fome que passariam, mas foram atrás de Jesus e foram duplamente saciados. 

O TEXTO

  1. Jesus é quem cuida e alimenta os seus obreiros: 30 E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado. 31 E ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam, e vinham, e não tinham tempo para comer. 32 E foram sós num barco para um lugar deserto. – Jesus cuidadoso com seus obreiros – Jesus estava preocupado que seus discípulos tivessem alimento e descanso. Os discípulos estavam envolvidos numa grande e empolgante missão e precisavam de descanso, diminuir o ritmo e alimento espiritual e físico. A vida cristã é que nem a música: tensão e repouso, som e silêncio, notas e pausas. Ele sabe que a obra é desgastante e que os seus precisam parar, alimentar-se e depois retomar.   
  2. Quando sabemos onde há pão verdadeiro devemos correr atrás como a multidão fez:33 E a multidão viu-os partir, e muitos os conheceram, e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se deles. – a busca pelo verdadeiro pão espiritual é uma tarefa é uma inquietação de todo aquele que realmente deseja conhecer Jesus. Nos últimos anos houve um debandada de membros de certas igrejas na direção de outras igrejas consideradas mais sérias e bíblicas. Há uma fome e sede no povo que só pode ser saciada por Jesus. Só pode ser saciada no lugar onde Jesus está e sua palavra é pregada.    
  3. O alimento espiritual são os ensinos de Jesus:34 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. – Jesus avistou aquela multidão solta a céu aberto o procurando e teve a sensação de que se tratava de um rebanho sem cuidado e assumiu o cuidado daquele rebanho. Ovelhas solta sem pasto e cuidados são famintas, doentes, desesperadas e desesperançosas. Quem de nós que não precisa de ensino e cuidado constante? Um crente morre exatamente quando recusa cuidado e ensino. Cuidado e ensino são vida para a fé do crente.    
  4. Muitas são as circunstâncias que lutam para nos afastar do cuidado de Jesus, mas ele impede que isto aconteça: 35 E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele e lhe disseram: O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado; 36 despede-os, para que vão aos campos e aldeias circunvizinhas e comprem pão para si, porque não têm o que comer. – Os discípulos tinham toda razão de estarem preocupados com a fome da multidão, mas se eles fossem enviados de volta para casa perderiam o melhor alimento: o ensino de Jesus. Eu acho interessante um comentário que é muito comum e às vezes até colocado em oração: ¨Obrigado Senhor pelas vidas dos que estão aqui hoje porque poderiam estar em qualquer outro lugar, mas escolheram estar na sua casa¨. Eu não consigo evitar concluir que este pensamento significa que qualquer outro lugar é melhor e que estar na casa do Senhor é um sacrifício. 
  5. Mesmo quando há intervenção humana, o cuidado vem dele: 37 Ele, porém, respondendo, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram-lhe: Iremos nós e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer? 38 E ele disse-lhes: Quantos pães tendes? Ide ver. E, sabendo-o eles, disseram: Cinco pães e dois peixes. 39 E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em grupos, sobre a erva verde. 40 E assentaram-se repartidos de cem em cem e de cinquenta em cinquenta. – Jesus ordenou que dessem de comer, mas aquilo só foi possível por causa da sua dupla intervenção: ordenar e multiplicar. Por que os crentes agem? Exatamente para ser um veículo das bênçãos e cuidados de Jesus. O milagre sempre acontece. Sexta-feira foi o dia dos professores (Parabéns novamente!) e o que são os professores senão os facilitadores para que os alunos cheguem ao conhecimento. Assim os crentes, facilitadores para que as pessoas cheguem a Jesus, às suas bênçãos e aos seus cuidados. 
  6. Cristo alegra-se em alimentar os seus e sempre oferece uma mesa farta:41 E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, e abençoou, e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles. E repartiu os dois peixes por todos. 42 E todos comeram e ficaram fartos, 43 e levantaram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44 E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens. – Quando se lê este texto destaca-se as sobras, mas as sobras são um claro sinal de fartura. E quando há mesa farta, é o anfitrião que merece destaque e elogios. Uma coisa que nunca podemos esquecer é que se temos algo, se sabemos algo, é porque Cristo cuida de nós. Mas nem todo mundo é realmente capaz de diferenciar um bom alimento de alimento ruim, ou até de um alimento falso. Às vezes a grama que é oferecida é boa e verdadeira, mas alguns optam pela grama sintética.

CONCLUSÕES

  1. Aceitar o cuidado e orientação de Jesus é o que nos faz suas verdadeiras ovelhas.
  2. Que sejamos insaciáveis e incansáveis na busca pelo ensino e cuidado de Jesus.
  3. Nada pode nos separar do amor de Cristo se ele é quem estiver de fato cuidando de nós.
  4. Somos, para a vida das pessoas, apenas um meio para que elas se acheguem a Jesus.
  5. Para os seus sempre há mesa farta e quem conhece boa comida se alegra a cada banquete.
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