O MUNDO DOS HOMENS E O REINO DE DEUS – MARCOS 6.14-29

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Mensagem pregado no culto noturno IBVB em 03 de setembro de 2021

INTRODUÇÃO

  1. Agostinho foi um dos primeiros a se debruçar sobre o conflito e a mostrar as distinções gritantes e conflituosos entre o um mundo governado pelos homens e governado por Deus. “De acordo com Santo Agostinho, o ser humano, ao invés de abrir seu coração para o crescente envolvimento com Deus, deixa-o fechado graças a atitudes pecaminosas que ignoram as leis de Deusˮ.
  2. Muitos pensadores relatam um constante mal estar neste mundo e não conseguem explicar exatamente o que está acontecendo porque desprezam que é no coração do homem em oposição a Deus que o mal prevalece.
  3. Até a igreja, o melhor lugar do mundo ao lado da nossa casas com a nossa família, é palco constante de ataques e ideias que podem nos colocar mais perto do mundo do que perto de Deus.
  4. Como este mal se manifesta: com guerras e conflitos, com desentendimentos entre os homens, quando o mal prevalece, nas dificuldades de manter o bem e o que é bom, na fragilidade dos relacionamentos humanos, na maldade inexplicável de alguns.
  5. A morte de João Batista revela este conflito, mas também releva a força do Reino de Deus e de Cristo.  

O TEXTO

Marcos nesta passagem recorda a situação que causou a morte de João Batista. Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande, o tinha tomado por mulher a esposa do seu irmão Filipe. O nome dela era Herodias e as acusações de João Batista nunca foram aceitos por ela. Por ela João Batista teria sido morto nesta mesma ocasião, mas Herodes temia João Batista e o prendeu. Herodias nunca descansou diante da acusações de João Batista e queria mata-loa mas o próprio Herodes cria dificuldades par isto. Ela tinha uma filha que, no aniversário do Herodes, dançou de forma encantadora e Herodes lhe concedeu um desejo que fosse até metade do seu reino. Herodes não era um rei, mas um tetrarca da Galileia e da Peréia, mas o costume de chamar assim veio do tempo do seu pai Herodes o Grande por tudo que fez pela região (reconstruiu o templo, refez cidades, gerou emprego, etc.). A moça pediu a cabeça de João Batista numa bandeja e preso por suas palavras, concedeu o seu pedido. Fica evidente que Herodes nunca ficou em paz com aquilo e esperava ser punido de alguma forma por Deus. 

  1. O mundo do homens e o reino de Deus sempre estão em desacordo: 14 E ouviu isso o rei Herodes (porque o nome de Jesus se tornara notório) e disse: João, o que batizava, ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. 15 Outros diziam: É Elias. E diziam outros: É um profeta ou como um dos profetas. 16 Herodes, porém, ouvindo isso, disse: Este é João, que mandei degolar; ressuscitou dos mortos. –  Os pecados de Herodes o perseguiam sem descanso e temeu que João Batista tivesse ressuscitado. Ou seja, sabia que estava confrontando o poder de Deus. A pergunta de Herodes e de muitos que temeriam Jesus é bem simples: já chegou a hora do Reino de Deus? Terei que confrontar os meus pecados? Uma das coisas que a Bíblia ensina é que a ira de Deus está sobre aqueles que rejeitam Jesus e suas verdades. João 3.36 diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permaneceˮ. Mesmo tendo degolado João, Herodes ainda estava com a oportunidade de se arrepender do que fez. Não é possível saber o que ele decidiu depois, mas o ambiente que o pressionava e seu coração entregue às trevas eram um problema sério. 
  2. O mundo dos homens e o reino de Deus disputam o coração e a fidelidade do homem: 17 Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela. 18 Pois João dizia a Herodes: Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão. 19 E Herodias o espiava e queria matá-lo, mas não podia; 20 porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o com segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia. – Na verdade nós temos três perfis nesta história: João Batista um homem justo, Herodias e sua filha totalmente inclinadas para o mal, e Herodes que sabia o que era correto, mas não praticava, mas isto o coloca do lado do que não fazem a vontade de Deus como a história deixou claro. O coração do homem é onde se combate a maior guerra de todas. Os homens são dominados por vícios, interesses, acordos e alianças, por temores, por dinheiro, por sexo, por poder. 
  3. O mundo faz acordos entre si para manter o mal em ação contra o Reino de Deus:E, chegando uma ocasião favorável em que Herodes, no dia do seu aniversário, dava uma ceia aos grandes, e tribunos, e príncipes da Galileia, 22 entrou a filha da mesma Herodias, e dançou, e agradou a Herodes e aos que estavam com ele à mesa. Disse, então, o rei à jovem: Pede-me o que quiseres, e eu to darei. 23 E jurou-lhe, dizendo: Tudo o que me pedires te darei, até metade do meu reino. 24 E, saindo ela, perguntou à sua mãe: Que pedirei? E ela disse: A cabeça de João Batista. 25 E, entrando apressadamente, pediu ao rei, dizendo: Quero que, imediatamente, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26 E o rei entristeceu-se muito; todavia, por causa do juramento e dos que estavam com ele à mesa, não lha quis negar. 27 E, enviando logo o rei o executor, mandou que lhe trouxessem ali a cabeça de João. E ele foi e degolou-o na prisão 28 E trouxe a cabeça num prato e deu-a à jovem, e esta a deu à sua mãe. – João pagou com a própria vida pregar e viver a verdade porque os maus se uniram num plano bem orquestrado e executado. Um nota que não está tão evidente em Marcos, mas aparece em Mateus é Lucas é que a morte de João Batista deu início a uma nova fase ainda mais intensa e confrontadora no ministério de Jesus após lamentar a morte de João. Veja Mateus 14.10-13: E mandou degolar João no cárcere, e a sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram, e foram anunciá-lo a Jesus. E Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.  Na sequência Jesus está mais uma vez cercado de muitas pessoas e multiplica os pães pela primeira vez. Ou seja, aqueles que são do Reino devem estar dispostos a união e comunhão ainda mais quando os desafios são grandes.
  4. A glória do mundo dos homens é falsa, mas a vergonha do Reino de Deus é gloriosa:  29 E os seus discípulos, tendo ouvido isso, foram, tomaram o seu corpo e o puseram num sepulcro. – o fim de João Batista é triste e patético quando olhamos apenas com olhares humanos. Este o fim do que clamava do deserto anunciando a chegada do Messias. Hoje de manhã o Pastor Márcio usou uma frase que vou reproduzir: Jesus não venceu apenas ao morrer, mas venceu também ao ressuscitar! Os discípulos de João passaram o mesmo que os discípulos de Jesus passariam tempos depois, mas com uma diferença razoável porque Jesus ressuscitou e, ao ressuscitar, enviou seus discípulos a proclamar o Reino. Ser chamado de louco, se alvo de chacotas e gozações, ser acusado falsamente das coisas é da natureza da vida cristã. Estevão foi o primeiro cristão a ser morto e o motivo ficou claro: não podiam resistir a sabedoria com que falava e o que dizia era a pura verdade. A vergonha, o medo, as perdas, as perseguições e até a morte são temporárias para quem segue Jesus. Sim, até o terror da morte é algo temporário!                                                                                                                                                                                    

CONCLUSÕES

  1. Este desconforto e conflito do mundo só vai acabar quando o Reino de Deus prevalecer por meio de Cristo. Até haverá conflitos e confusão.
  2. Há uma luta das trevas para conquistar nosso coração e nos desanimar. Somente uma fé firme em Cristo para nos manter em pé.
  3. Se o mal se une para intentar contra os servos de Deus, muito mais devem se unir os servos de Deus em torno da vontade de Cristo.
  4. Toda derrota e vergonha para o crente verdadeiro é apenas passageira e a glória que nos espera é eterna e indestrutível porque depende e é sustentada por Cristo.
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