AS OBRAS E A MISERICÓRDIA DE CRISTO – MARCOS 5.1-20

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Mensagem pregada no culto matutino IBVB em 12 de setembro de 2021

INTRODUÇÃO

  1. E, como dissemos na semana passada, Jesus chegou ao outro lado da margem e de cara deparou-se com um grande desafio. E o desafio, mais uma vez, é o que fazer na vida de pessoas.
  2. Veremos na história contada por Marcos que bastou Jesus mexer na vida e uma pessoa para causar mudanças e agitar uma cidade inteira.
  3. Aliás, isto é muito comum: com Abraão apenas ele começou a forma uma nação que o serve, com Moisés ele libertou um povo inteiro do Egito, com Davi ele estabeleceu o culto e as promessas de que viria, com Jonas ele levou salvação a milhares de ninivitas.
  4. E o motivo é simples: todos estes homens eram comuns, mas foi o poder de Cristo que operou através dele. Nenhum destes homens era por si só misericordioso o suficiente para estas obras: Moisés tentou fugir da tarefa, Davi era um homem de sangue, Jonas não queria a salvação dos ninivitas e trabalhou duro para que isto não acontecesse.
  5. O poder e a misericórdia de Cristo operam apesar de nós.   

O TEXTO

  • JESUS INVADIU O TERRITÓRIO E A VIDA DE ALGUÉM DOMINADO POR SATANÁS PARA SALVÁ-LOS. 5 E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar. 1-4: o desafio de Jesus é grande e Marcos dá detalhes: um homem que transtornou uma comunidade e teve sua vida destruída sob o domínio de Satanás. Satanás veio para matar, roubar e destruir. Jesus veio para dar vida e vida em abundância. O endemoninhado era um morto vivo, viva nos sepulcros, e cujo cuidado e expectativas já tinham sido abandonados por todas as pessoas. Infelizmente, ele era conhecido como o endemoninhado da cidade, aquele que não tinha mais jeito. Nós que somos crentes conhecemos muitas pessoas que foram transformadas, mas que num determinado momento da vida foram dadas como perdidas. Tive um amigo assim. O uso prolongado de drogas e ele desenvolveu esquizofrenia e foi aposentado compulsoriamente com pouco mais de 30 anos de idade. Depois de perder contato com ele por anos, o reencontrei trabalhando, saudável e noivo. E era uma pessoa que também amedrontava quem o via. 
  • DIANTE DO PODER DE JESUS TODO O MAL TREME E TEME:  5 E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10 E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província. 5-10: Correu e adorou (a NVI diz que ele prostrou-se o que é uma condição de adoração ou de humilhação). Fez aqui diante de Jesus mesmo estando naquela condição porque ao contrário dos homens, logo viu de quem se tratava: o Filho do Deus Altíssimo. Aquele homem e aquela região eram dominados pelo diabo e a simples presença de Jesus já era um golpe naqueles demônios. Legião são cerca de 6000 homens. Ele teme Jesus e sabe que ele tem poder para derrotá-lo sem fazer força alguma. Jesus estava assumindo o controle de tudo. Única vez que Jesus pergunta o nome dos demônios. Parece decidido a mostrar a amplitude do seu poder e misericórdia aos discípulos. A primeira incursão de Jesus no mundo gentios é forte e vitoriosa e mostra que ele veio com o propósito de salvar todos.  
  • A VIDA HUMANA É A PRIORIDADE DE JESUS: 11 E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. 12 E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. 13 E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar. 11-13: Jesus aceita o pedido dos demônios porque prefere isto ao sofrimento dos homens. Gadara é uma cidade gentia sob o domínio romanos a leste da Galiléia. Gadara tem associação com a criação de animais. A criação de porcos era uma atividade comercial fundamental na cidade e o prejuízo daquele dia pouco importou para Jesus porque segundo o que registrou Mateus 10.31 um homem vale mais do que passarinhos (Mateus 10.31) e segundo Lucas 15.10 os céus se alegram com a conversão de um pecador.
  • A INCOMPREENSÃO HUMANA NÃO É UM IMPEDITIVO PARA A CONTINUIDADE DA OBRA DE CRISTO: 14 E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. 15 E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. 16 E os que aquilo tinham visto contaram-lhes o que acontecera ao endemoninhado e acerca dos porcos. 17 E começaram a rogar-lhe que saísse do seu território. 14-17: a reação da população parece ter diversos motivos: medo de algo tão poderoso (uma questão importante da presença de Jesus nas nossas vidas é o quanto ele mexe com tudo – pensamento, atitudes, bolso, etc), medo de que aquilo mexesse com seus bolsos e com a estrutura local (a vontade de Jesus contraria os desejos também das autoridades humanas e das estruturas formadas – veja hoje se o cristianismo é bem visto e bem quisto – claro que não, porque ele contraria tudo que o homem quer), mas também total falta de misericórdia e reconhecimento do livramento e salvação que Jesus proporcionou – uma das questões mais gritantes da negação do poder e da vontade de Cristo é a negação das evidências do seu poder. Negam o que está diante dos olhos.  
  • UMA VEZ LIBERTO PELO PODER E A MISERICÓRIDA DE CRISTO É HORA DE ANUNCIAR CRISTO COMO SENHOR E SALVADOR: 18 E, entrando ele no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. 19 Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti. 20 E ele foi e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilhavam. 18-20: Mais uma situação que contraria nossa lógica. Jesus geralmente solicitava que os que ele curava o seguissem. Mas agora pede o homem para ficar com aqueles que nunca o ajudaram e que poderiam ser hostis com ele por causa de toda situação. O homem deve voltar para a casa. Sem tarefas específicas, treinamento, promessas, apoio, etc. Eu só consigo pensar num motivo para isto: a cura daquele homem era o sinal suficiente para aquele povo daquela região. Ou seja, a obra de Cristo somos nós. É aquilo que está acontecendo na nossa vida e na mudança na nossa forma de ser que é o sinal mais evidente do poder, da misericórdia, do senhorio e da graça de Cristo. As obras são fundamentais na vida de um cristão, na vida de um salvo, mas o que Cristo fez na sua vida antecede, autentica e valida tudo que ele vier a dizer ou fazer.   

CONCLUSÕES

  • O Evangelho deve ser pregado a pessoas e em lugares desafiadores – de Cristo é tudo. Já disse isto e repito, a ordem de pregar em todo mundo é de Cristo.
  • Nem todos são enviados, mas todos tem uma missão e tarefa. A missão e tarefa entre os nossos é a principal delas e começa com a transformação da nossa vida. Se a nossa vida reflete o Evangelho de verdade nós já estamos fazendo a obra de Cristo.
  • As obras de Cristo às vezes contrariam e a sua misericórdia causa grande estranhamento nas pessoas. Por isto, não devemos ser diferentes do mundo porque estamos sob um poder e autoridade totalmente diferentes.
  • Por mais elevado e complexo que seja, Jesus é nosso padrão de obras e misericórdia. A medida em que realizava suas obras, ele também ensinava como se devia ser.
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