VIVA PARA A GLÓRIA DE DEUS – EFÉSIOS 5.15-17

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Mensagem pregada no culto matutino IBVB em 20 de março de 2022

INTRODUÇÃO

  1. O que trago aqui é uma parte pequena de uma teologia maior conhecida como TEOLOGIA DO DESPERDÍCIO. Sim, existe uma teologia pensada a partir da necessidade de evitar todo o desperdício.
  2. Você já sentiu que estava perdendo tempo com alguma coisa ou alguma pessoa? Você já comprou algo do qual se arrependeu depois? Você já estragou algo porque não sabia como usar? Você já teve um valor razoável de dinheiro na mão e depois não soube exatamente com o que gastou e não obteve nada importante com aquilo? Você já chegou numa idade na qual olhou para trás e concluiu que não fez quase nada relevante? Pois é, se você já passou por isto, sabe o que é desperdício.  
  3. Desperdício é parte do dia a dia. Toda construção ou reforma gera algum lixo ou entulho. Até quando falamos da construção de valores e mudanças na nossa vida.
  4. Mas o desperdício é tudo aquilo que é resultado de falta de planejamento, descuido, imprudência, imperícia, má vontade, despreparo, de ação do diabo, da nossa carne e do mundo.
  5. É também resultado da queda que nos distanciou do bom uso de tudo que Deus para o qual Deus nos capacitou da vida e dos bens disponíveis. É preciso lembrar que Deus disse em Gênesis 1.28: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.”
  6. Quando falamos de fracasso, frustração também estamos falando de desperdício. Ou seja, sobre a relação desequilibrada entre o esforço gasto para fazer algo e o resultado alcançado com aquele muito esforço ao fazermos qualquer coisa.
  7. Eu lembro que no passado as igrejas eram motivo de piada. Quando alguém queria se referir a uma projeto demorado ou fracassado diziam: tá parecendo construção de igreja!
  8. Talvez isto não seja mais verdade quando falamos de construção de templos, mas pode ser ainda verdade quando falamos de vidas cristãs. A Igreja cristã atual revela que a vida de muitas pessoas tem sido um desperdício no Reino.
  9. Aí falamos de gente que não contribui com o Reino, de pessoas que fazem o trabalho relaxadamente, de pessoas que não crescem, de recursos que são utilizados de forma indevida e mal aplicados.   

O TEXTO E A BÍBLIA

  1. O apóstolo Paulo é sucinto e direto: crente não pode perder tempo e nem desperdiçar recursos porque tem pouco tempo e toda sua vida deve glorificar a Deus.
  2. E ele também chama de insensatez quando não entendemos a vontade de Deus.   

Jesus também tratou do desperdício de tempo e vida em diversos dos seus ensinos. Vejamos alguns poucos.

  1. A Parábola das duas casas de Mateus 7 no final do Sermão da Montanha: um usou esforço e recursos que foram perdidos porque não deu ouvidos aos verdadeiros fundamentos. Ou seja, todo o ensino anterior do próprio Sermão da Montanha
  2. A semente e os quatro tipos de solo, sendo três deles absolutamente improdutivos: a falta de fé verdadeira, as perseguições e amor ao mundo podem impedir os bons furtos. Mesmo a semente que caiu um bom solo produziu de forma diferente porque uns amam mais e outros menos (p. 36). A diferença é explicada pela aplicação de cada servo que é diferente.
  3. O joio e o trigo: neste caso é um desperdício causado pelo Diabo e na igreja também pode ser causado por membros que criam problemas, são preguiçosos, etc.
  4. O tesouro escondido e a pérola de grande valor: neste caso é um troca de coisas de menor valor por coisas valorosas de verdade.
  5. Credor incompassivo: não se pode desperdiçar o perdão de Deus.
  6. A figueira estéril: uma parábola radical sobre a necessidade de que todo aquele que é cuidado por Jesus deverá, num tempo determinado, dar seus frutos.
  7. Os trabalhadores das diversas horas de trabalho: há muitas intepretações, mas a principal é que alguns acham que por muito fazer (legalismo, ativismo, etc.), serão melhor pagos, quando o que importa é contar com a graça e generosidade do próprio Deus. A parábola não é sobre o quanto se trabalho, mas sobre o quanto Deus é bom para quem confia nele.
  8. O bom samaritano: revela que o amor é o melhor uso da vida e do tempo e nos coloca no plano de Deus para com o mundo.
  9. Os servos e os talentos fala de capacidade não utilizada como desperdício.

APLICAÇÕES PRÁTICAS

  1. Tudo que Deus faz deve ser valorizado e tudo que ele coloca em nossas mãos deve ser valorizado, ampliado, distribuído com sabedoria, usado no seu Reino. Falamos não apenas de recursos financeiros, mas também quando falamos de tempo, dons e talentos. Um crente que tem uma baixa relação de esforço e participação com o Reino e sua igreja está desperdiçando seu tempo. Da mesma forma, devemos buscar sabedoria para saber o que tem mais e menos valor na nossa vida e no reino. Eu já vi missionários e agências missionárias fazendo conta de quantos Big Macs podiam comer a menos do ano para ajudar em missões. Infelizmente, até o crentes são mais dispostos a contribuir com o Reino quando recebem algo em troca como numa cantina, por exemplo.
  2. Nosso investimento no Reino demonstra nosso compromisso, mas também gera em nós ainda mais maturidade. Diante de desafios muitos podem cansar e desistir. O que fazer? Ir para o mundo? De forma alguma, repense e mude rapidamente sua relação com sua igreja. Do ponto de vista bem caseiro, percebemos isto em três pontos no momento: 1. Muitos que não contribuem financeiramente também limitam o alcance do trabalho da igreja (aqui eu acho engraçado a falta de entendimento de alguns de que igrejas grandes e fortes podem fazer coisas que pequenas não podem e vice-versa), 2. Muitos que sendo membros não frequentam os cultos regularmente (pastor gosta de igreja cheia? Claro que gosta. Principalmente porque é mais gente aprendendo o Evangelho para viver e pregar), e 3. Muitos que ainda não voltaram e poderiam ter voltado. Existe um grupo muito pequeno que está muito bem justificado em sua ausência. Não falo destes.
  3. Devemos buscar nosso crescimento espiritual diariamente por que a falta de crescimento espiritual de cada um de nós é prejuízo para o Reino de Deus e nossa igreja local. Neste caso, eu falo de uma vida que aprende rápido com seus erros, que se prontifica a resolver o mais rapidamente os problemas que causa, que aceita a direção e a disciplina de Deus, que se coloca diante de todos de forma humilde com um aprendiz constante. Uma coisa que vez por outra tratamos, mas carece de mais clareza: toda igreja possui gente amarga, descontente, gente buscando na igreja interesses pessoais, etc. Precisamos ter a percepção disto. É perguntado na profissão de fé se as pessoas reconhecem a autoridade da igreja sobre suas vidas e todos dizem que sim, mas a maioria reage de forma muito diferente quando é confrontada com o erro e solicitada a mudar.

CONCLUSÃO

Que Deus nos ajude a valorizar tudo que ele fez, a nos fazer investidores no seu Reino e pessoas que crescem espiritualmente a cada dia para a sua Glória. Que vivamos para a Glória de Deus! 

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