Culto noturno IBVB 26.07.2020
Introdução
- As exigências do Reino de Deus podem ser muito duras
- Ninguém, que realmente queira pregar o Evangelho, pode escondê-las
- As consequências do pecado na vida humana são tão intensas que nada menos que tudo deve ser exigido de nós
Exemplos
- Quem não se impressiona com pessoas que realmente se entregam a Cristo?
- Willian Carey, sapateiro, deixou seu conforto europeu em Londres e se arriscou na Índia, sem recursos e, não apenas pregou o Evangelho, como trouxe mudanças radicais na cultura indiana.
- Os missionários que conhecemos e que tem a vida toda dedicada a Cristo.
- Os apóstolos são o maior exemplo disto.
O contexto
- Mais uma vez, Pedro é um importante protagonista da passagem.
- Em 16.16 ele faz o que chamamos de a grande confissão de Pedro e Jesus responde muito afirmativamente àquele afirmação.
- Poucos versículos 16.22 depois, mas que podem ser alguns depois, Pedro é usado pelo diabo para dizer algo tolamente avesso, afirmando que impediria o sacrifício de Jesus, mas Jesus novamente aproveita para enjoar.
- Após o texto lido, e agora está mais claro, 6 dias depois 17.1, Pedro, João e Tiago testemunhariam o maior encontro de todos os tempos: Jesus, Moisés, Elias e o próprio Deus. O Pedro confessor e o Pedro que não compreende as coisas de Deus é agora acompanhado pelo Pedro atordoado, confuso e fora de si.
O texto
- v.24: quer me seguir? Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. A) NEGAR A SI MESMO: o homem precisa compreender uma das maiores consequências do pecado: estar cheio de si mesmo! A própria natureza da queda é exemplo disto: o homem deixou-se levar pela falsa ideia de que podia ser igual a Deus: um princípio da idolatria tão nefasto que idolatramos a nós mesmos. Quem pensa ou se preocupa demais consigo mesmo não pode seguir a Cristo. B) TOME A SUA CRUZ: aqui temos duas ideias – transportar a cruz (como fizeram Jesus e o jovem que o ajudou) e estar preso nela, como aconteceu naquele mesmo dia e como o apóstolo Paulo sugere: estar crucificado com Cristo! A cruz representa a dor pelo pecado, amor de Deus por nós, e a morte de uma velha natureza para o nascimento e fortalecimento de outra natureza. Algumas versões trazem a ideia de fazer isto diariamente, ou seja, ao contrário de algumas coisas como a salvação e a justificação que acontecem por um ato e apenas uma vez, seguir a Cristo é algo a nos ocupar dia após dia.
- v.25-26: O que é ganhar e perder no texto? Jesus era um mestre nas palavras e deixa os sábios atordoados até hoje. Este é um destes momentos. Aqui temos um contraste entre o que é perder para o homem e Jesus, e entre o que é ganhar para o homem e ganhar para Cristo. Aqui serei mais prático pensando nas mudanças que acontecem na vida de alguém que recebe Jesus e passa a segui-lo. Um alcoólatra, por exemplo, que aceita Jesus: seu dinheiro, seu tempo, sua família, sua saúde, sua vida na igreja, seus pensamentos, suas emoções, seu trabalho. Entretanto, há ainda quem julgue que a vida cristã é uma prisão e que se vai à igreja, por exemplo, por culpa ou manipulação de outros. Acham que estão ganhando, mas estão perdendo.
- v.27: como vivo e o que faço realmente é importante? As palavras de Jesus respondem energicamente: SIM! Agora eu serei um pouco mais teológicos. A expressão FILHO DO HOMEM aparece mais de 80 vezes em toda a Bíblia, a maioria delas aplicadas a Jesus e usada pelo próprio Jesus em relação a si mesmo. Em Ezequiel, Deus chama o profeta de Filho do Homem ressaltando sua humanidade. Mas sempre que aplicada a Jesus, a expressão é seguida de atos e visões poderosas do próprio Jesus como neste texto: na glória do Pai, cercado de anjos e como juiz sentenciando a cada um de nós. Uma chave difícil de virar na nossa cabeça, por causa da presença de outras religiões baseadas nas obras, é a importância delas não para a salvação, mas como sinal dela na nossa vida e como a base do nosso juízo. Naqueles dias de ensino intenso aos discípulos, Jesus mostra que pelos frutos será provado que árvores somos e se ele habita ricamente em nós ou não. Olha que interessante, a possibilidade de que Cristo habite ricamente ou até pobremente em nossas vidas.
- Alguns não morrerão? É bom notar os detalhes: alguns aqui (e Jesus estava num momento reservado com os discípulos) e não experimentarão a morte antes (ou seja, morrerão depois de ver). O texto diz não antes de ver Cristo em seu reino. Há duas interpretações possíveis: a própria transfiguração em que fica ainda mais evidente seu reino, e após sua ressurreição quando Jesus afirma que recebeu todo poder no céu e na terra.
Conclusão
Refaço as perguntas como reflexão pessoal
- Queremos de fato seguir a Jesus? A proposta de Jesus é direta e pessoal e nos toca na vontade e compromisso pessoal. Gosto do exemplo de Daniel e seus amigos que “determinaram em seus corações não se contaminarem com a comida do Rei”. Ou com a resolução do próprio Mateus que aceitou prontamente o chamado.
- Queremos ganhar ou perder? A resposta é simples: se queremos ganhar devemos começar perdendo: abandonando o pecado, abandonando uma forma própria de pensar e passando a pensar como Cristo. João Batista foi chamado de o maior homem nascido de mulher, mas quando viu Jesus ele disse: importa que ele cresça e que eu diminua.
- O que eu faço é importante? Sim, porque revela quem você é e o que ocupa seu coração. Carregar a cruz e servir! Há um ditado popular que diz que quem não vive para servir não serve para viver. Ou ainda, lembrar das palavras do próprio Jesus em Lucas 14.26-27: “se alguém quiser vir após mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser o meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”.
- Alguns morderão? Esta pergunta já não é direta para nós, mas a realidade da presença e dá sinais do Reino de Cristo sim. Estamos atentos a todos eles?