A CRUZ DE CRISTO – MATEUS 16.24-28

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Culto noturno IBVB 26.07.2020
 
Introdução
  1. As exigências do Reino de Deus podem ser muito duras 
  2. Ninguém, que realmente queira pregar o Evangelho, pode escondê-las
  3.  As consequências do pecado na vida humana são tão intensas que nada menos que tudo deve ser exigido de nós

Exemplos 

  1. Quem não se impressiona com pessoas que realmente se entregam a Cristo? 
  2. Willian Carey, sapateiro, deixou seu conforto europeu em Londres e se arriscou na Índia, sem recursos e, não apenas pregou o Evangelho, como trouxe mudanças radicais na cultura indiana. 
  3. Os missionários que conhecemos e que tem a vida toda dedicada a Cristo.
  4. Os apóstolos são o maior exemplo disto.
 
O contexto 
  1. Mais uma vez, Pedro é um importante protagonista da passagem.
  2. Em 16.16 ele faz o que chamamos de a grande confissão de Pedro e Jesus responde muito afirmativamente àquele afirmação.
  3. Poucos versículos 16.22 depois, mas que podem ser alguns depois, Pedro é usado pelo diabo para dizer algo tolamente avesso, afirmando que impediria o sacrifício de Jesus, mas Jesus novamente aproveita para enjoar. 
  4. Após o texto lido, e agora está mais claro, 6 dias depois 17.1, Pedro, João e Tiago testemunhariam o maior encontro de todos os tempos: Jesus, Moisés, Elias e o próprio Deus. O Pedro confessor e o Pedro que não compreende as coisas de Deus é agora acompanhado pelo Pedro atordoado, confuso e fora de si. 
 
O texto 
  1. v.24: quer me seguir? Negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. A) NEGAR A SI MESMO: o homem precisa compreender uma das maiores consequências do pecado: estar cheio de si mesmo! A própria natureza da queda é exemplo disto: o homem deixou-se levar pela falsa ideia de que podia ser igual a Deus: um princípio da idolatria tão nefasto que idolatramos a nós mesmos. Quem pensa ou se preocupa demais consigo mesmo não pode seguir a Cristo. B) TOME A SUA CRUZ: aqui temos duas ideias – transportar a cruz (como fizeram Jesus e o jovem que o ajudou) e estar preso nela, como aconteceu naquele mesmo dia e como o apóstolo Paulo sugere: estar crucificado com Cristo! A cruz representa a dor pelo pecado, amor de Deus por nós, e a morte de uma velha natureza para o nascimento e fortalecimento de outra natureza. Algumas versões trazem a ideia de fazer isto diariamente, ou seja, ao contrário de algumas coisas como a salvação e a justificação que acontecem por um ato e apenas uma vez, seguir a Cristo é algo a nos ocupar dia após dia.
  2. v.25-26: O que é ganhar e perder no texto? Jesus era um mestre nas palavras e deixa os sábios atordoados até hoje. Este é um destes momentos. Aqui temos um contraste entre o que é perder para o homem e Jesus, e entre o que é ganhar para o homem e ganhar para Cristo. Aqui serei mais prático pensando nas mudanças que acontecem na vida de alguém que recebe Jesus e passa a segui-lo. Um alcoólatra, por exemplo, que aceita Jesus: seu dinheiro, seu tempo, sua família, sua saúde, sua vida na igreja, seus pensamentos, suas emoções, seu trabalho. Entretanto, há ainda quem julgue que a vida cristã é uma prisão e que se vai à igreja, por exemplo, por culpa ou manipulação de outros. Acham que estão ganhando, mas estão perdendo. 
  3. v.27: como vivo e o que faço realmente é importante? As palavras de Jesus respondem energicamente: SIM! Agora eu serei um pouco mais teológicos. A expressão FILHO DO HOMEM aparece mais de 80 vezes em toda a Bíblia, a maioria delas aplicadas a Jesus e usada pelo próprio Jesus em relação a si mesmo. Em Ezequiel, Deus chama o profeta de Filho do Homem ressaltando sua humanidade. Mas sempre que aplicada a Jesus, a expressão é seguida de atos e visões poderosas do próprio Jesus como neste texto: na glória do Pai, cercado de anjos e como juiz sentenciando a cada um de nós. Uma chave difícil de virar na nossa cabeça, por causa da presença de outras religiões baseadas nas obras, é a importância delas não para a salvação, mas como sinal dela na nossa vida e como a base do nosso juízo. Naqueles dias de ensino intenso aos discípulos, Jesus mostra que pelos frutos será provado que árvores somos e se ele habita ricamente em nós ou não. Olha que interessante, a possibilidade de que Cristo habite ricamente ou até pobremente em nossas vidas.  
  4. Alguns não morrerão? É bom notar os detalhes: alguns aqui (e Jesus estava num momento reservado com os discípulos) e não experimentarão a morte antes (ou seja, morrerão depois de ver). O texto diz não antes de ver Cristo em seu reino. Há duas interpretações possíveis: a própria transfiguração em que fica ainda mais evidente seu reino, e após sua ressurreição quando Jesus afirma que recebeu todo poder no céu e na terra. 
Conclusão 
Refaço as perguntas como reflexão pessoal
  1. Queremos de fato seguir a Jesus? A proposta de Jesus é direta e pessoal e nos toca na vontade e compromisso pessoal. Gosto do exemplo de Daniel e seus amigos que “determinaram em seus corações não se contaminarem com a comida do Rei”. Ou com a resolução do próprio Mateus que aceitou prontamente o chamado.
  2. Queremos ganhar ou perder? A resposta é simples: se queremos ganhar devemos começar perdendo: abandonando o pecado, abandonando uma forma própria de pensar e passando a pensar como Cristo. João Batista foi chamado de o maior homem nascido de mulher, mas quando viu Jesus ele disse: importa que ele cresça e que eu diminua.
  3. O que eu faço é importante? Sim, porque revela quem você é e o que ocupa seu coração. Carregar a cruz e servir! Há um ditado popular que diz que quem não vive para servir não serve para viver. Ou ainda, lembrar das palavras do próprio Jesus em Lucas 14.26-27: “se alguém quiser vir após mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser o meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”.
  4. Alguns morderão? Esta pergunta já não é direta para nós, mas a realidade da presença e dá sinais do Reino de Cristo sim. Estamos atentos a todos eles?

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